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INTERPOL PEDE CAPTURA DE EX-JOGADOR DO TIMÃO RINCON

Bogotá, 4 fev (EFE).- O ex-volante colombiano Freddy Rincón, alvo de uma ordem internacional de captura após ser convocado por autoridades do Panamá, onde tem um processo pendente por lavagem de dinheiro, afirmou que não há provas contra ele.

No entanto, a Interpol expediu uma ordem de captura contra o ex-jogador, para que ela seja efetivada em qualquer um dos 188 países onde a entidade funciona.

"Não conheço provas contra mim. De verdade, não sei de onde apareceu esta nova questão. Tenho uma advogada no Panamá que conversará com o juiz", declarou o ex-jogador ao site 'Semana.com'.

Rincón, que se destacou no futebol brasileiro pelo Corinthians, teve passagem pelo Palmeiras e disputou três Copas do Mundo por sua seleção, disse que se surpreendeu com a presença de seu nome em uma ficha da Interpol, pois está esperando uma audiência final no Panamá, marcada para abril.

A ordem foi feita devido ao ano de 2007, quando por pedido da justiça do Panamá, Rincón enfrentou uma investigação por lavagem de dinheiro do narcotráfico.

Naquela época, o jogador foi preso em São Paulo, onde morava, e foi acusado de captar recursos ilegais procedentes de uma organização de narcotraficantes comandada por Pablo Rayo Montaño.

Segundo a Promotoria panamenha, o ex-corintiano era um suposto testa-de-ferro de Rayo Montaño em uma empresa de artigos de pesca do Panamá, Nautipesca.

Rincón admitiu naquela época que conheceu Rayo Montaño em sua infância em Buenaventura e que se reencontrou com ele no Brasil, mas negou que tivesse colaborado com a máfia dirigida por seu amigo.

No entanto, disse que também em 2007 investiu US$200 mil em uma empresa de pesca de propriedade do narcotraficante colombiano.

Rincón, que retornou à Colômbia e pode se tornar o novo auxiliar técnico do América de Cali, alegou que, nos quatro meses e meio que esteve preso no Brasil, entregou todas as provas de que o dinheiro investido no Panamá era limpo.

No entanto, com a aparição de seu nome na ficha da Interpol, as coisas voltaram a se complicar para o ex-jogador.

"Por enquanto, tenho que esperar o que decidirão as autoridades panamenhas", disse o ex-corintiano.    Fonte

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