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ACORDO CONGELA PREÇOS NOS SUPERMERCADOS DA ARGENTINA PELA INFLAÇÃO

O secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, anunciou na noite de segunda-feira que chegou a um acordo com as principais redes de supermercados de todo o país para congelar os preços de todos os produtos até abril, em uma medida para controlar a inflação.

O acordo dá sinais de que o governo argentino não consegue mais controlar o aumento de preços que são minimizados pelos índices oficiais. Enquanto o Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) calculou a inflação em 10,8% no ano passado, consultoras privadas estimam que os aumentos chegaram a 25%.

A medida foi tomada após as consultoras privadas divulgarem que os preços subiram 2,6% em janeiro, um salto em relação à média dos meses anteriores, de 1,6%. Os alimentos e o fim de subsídios em alguns setores, como o metrô de Buenos Aires, puxaram a alta dos preços.

O pacto foi assinado por todos os membros da Associação de Supermercados Unidos, que detém 40% do mercado e integrantes como a francesa Carrefour, a americana Wal-Mart e a chilena Cencosud, que estão entre os maiores vendedores.

No entanto, estão fora do acordo os comércios de bairro e os chamados "supermercados chineses", que vendem a preços mais baixos que as redes grandes. Segundo os jornais "La Nación" e "Clarín", a medida foi uma imposição de Moreno ao setor.

Pouco depois do anúncio da medida, a Câmara de Comércio da Argentina afirmou que o congelamento de preços também deverá ser feito em outros setores da economia.

INFLAÇÃO

O acordo foi anunciado uma semana depois de a presidente Cristina Fernández de Kirchner pedir aos argentinos que "façam valer seu poder de consumidores" para enfrentar os preços altos e dizer que não acreditava em um acordo do comércio para fixar os valores dos produtos.

"Temos que começar a lidar com nosso poder de usuários e consumidores e boicotá-los para que percebam. Se você não se defende, ninguém vai lhe defender e a história mostra que não serve obrigar, mas fazer com que valha seu direito".

A inflação é um dos maiores motivos dos protestos contra o governo argentino, que nos últimos anos não reconhecia o aumento dos preços.

A revolta aumentou em setembro quando Guillermo Moreno disse ser possível fazer três refeições diárias com 6 pesos por dia (R$ 2,40) quando nos supermercados a média era de 17 pesos (R$ 6,81). Dias depois, os supermercados saíram com sugestões de compras usando o valor dito pelo secretário.

Por causa da declaração e de pressões a comerciantes, cerca de 300 pessoas fizeram um panelaço na porta da casa de Moreno, que respondeu de forma ríspida às reivindicações dos manifestantes.     Fonte

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